sábado, 3 de fevereiro de 2007

Interrupção Voluntária da Gravidez



Depois de bastantes dias sem escrever nada neste meu blog, devido a problemas pessoais que muito me desmotivaram, vou abordar um tema que está actualmente a ser debatido no meu país.

No próximo dia 11 de Fevereiro, os homens e mulheres residentes em Portugal vão ter o direito de exprimir em referendo a sua opinião sobre a IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) ou como se diz em linguagem corrente sobre o Aborto.

A Igreja Católica tem-se esforçado até ao limite do quase inimaginável para encontrar argumentos que justifiquem a manutenção da lei actual ou até mesmo a sua revogação. Por exemplo comparando a IVG a pena de morte ... mas que autoridade moral tem a hierarquia da Igreja Católica quando durante alguns séculos foi essa mesma hierarquia que condenou milhares e milhares de seres humanos às fogueiras da Inquisição? Ou então, comparam a IVG a terrorismo ... mas o que foi essa mesma Inquisição, senão terrorismo religioso, um pouco à semelhança do que acontece nos rempos actuais com alguns grupos religiosos extremistas, principalmente islâmicos, mas não só islâmicos?
A obrigação das mulheres terem filhos não desejados (principalmente quando solteiras) conduz muitas vezes à prostituição pela necessidade de conseguirem meios de sobrevivência. Também os proxenetas muitas vezes angariam as suas mulheres conquistando-as para depois as violarem e engravidarem para depois as obrigarem a prostituir-se exactamente para conseguirem os tais meios de sobrevivência que lhes permitam alimentar as crianças fruto dessas relações.
No plano religioso, e refiro-me estritamente ao plano religioso, considero os membros da hierarquia da Igreja Católica simultâneamente proxenetas e violadores. E porquê? Proxenetas porque estando pela mesma hierarquia impedidos de contrair matrimónio, dizem-se "casados com a Igreja" e vivem ou viviam nos tempos em que a hierarquia se estabeleceu a expensas dessa mesma "Igreja" que se encarregava de angariar património aliciando os crentes que muitas vezes eram forçados a contribuir ou então eram pura e simplesmente expropriados. Violadores, porque violam os princípios que foram enunciados por Jesus Cristo nos tempos em que teve vida terrena quando fizeram a guerra em nome desse mesmo Jesus Cristo nos tempos das cruzadas e da Inquisição.

Muito mais poderia discorrer sobre a hipocrisia da Igreja Católica, mas fico-me por aqui.
Quero porém deixar bem claro que não defendo o "sexo selvagem" sem qualquer precaução ou relacionamento afectivo. Simplesmente defendo que uma criança para ser feliz desde o momento da sua concepção deve ser desejada pelos 2 seres humanos que lhes dão origem.


Até breve de
Sempre Te Espero

2 comentários:

NeW mArI disse...

Mmmmmm...Si me permites mi humilde opinión sobre este tema, creo que el aborto es una palabra demasiado grande para decir: se legaliza o no se legaliza, ya que según el caso, creo que está más o menos justificado.
Si una chica concibe un hijo fruto de un "descuido" de ella y su novio/compañero sexual, creo que no tiene derecho a abortar y tendría que "apechigar" con las consecuencias.
Si por el contrario, el niño se concibe fruto de una violación, creo que está más que justificado el derecho de interrumpir el embarazo, porque cada vez que esa mujer viera a su hijo estaría viendo a su violador.
También creo justificable el aborto cuando el feto va a nacer muy deficiente o vegetal o la madre corre peligro de muerte si continúa con la gestación.
De todas formas, esta es sólo mi opinión y me gustaría que aquí en España también se llevaran a referéndum temas como el aborto, la eutanasia y otros temas sobre los que la Iglesia católica(sobre encontrarnos en un estado llamado laico o aconfesional)tiene un poder excesivo. Pienso que es excesivo porque la moralidad y la religión no siempre tienen que ir unidas.
Un saludo

SempreTeEspero disse...

Hola, New Mari!

Gracias por tuyo comentario.
En general estoy de acuerdo con tuya opinión. Pero la iglesia católica portuguesa ha extremado la posición comparando el aborto a terrorismo o a pena de muerte e mismo con la distribuición de propaganda a niños e niñas de escuelas controladas por la misma iglesia para así eses ninõs e niñas sugestionaren a sus padres e madres.
un saludo.