domingo, 11 de fevereiro de 2007

Referendo sobre a IVG


São já conhecidos os resultados totais nacionais sobre o referendo hoje realizado em Portugal sobre o aborto.
Embora a abstenção tenha sido superior a 50%, o que faz com que o referendo não seja vinculativo, o resultado é inequívoco quanto à vontade maioritária do povo português: 59,25% a favor e 40,75% contra.

Assim, tal como já foi afirmado pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates, a Assembleia da República irá brevemente legislar no sentido apontado pelo resultado do dito referendo.

Finalmente, Portugal vai deixar de pertencer ao grupo de Países nos quais as mulheres estavam sujeitas a ir para a cadeia pelo simples facto de interromperem uma gravidez.

Todos aqueles que se insurgiram contra a alteração da lei actual (convém referir que mesmo alguns defensores do "não" durante a campanha defenderam a descriminalização) tiveram nas urnas a resposta que já deveriam ter tido em 1998, ano em que se realizou um referendo idêntico, no qual o "não" ganhou tangencialmente devido a uma elevadíssima abstenção.

Principalmente a hierarquia da Igreja Católica para quem até mesmo a lei actual está além do admissível pela sua doutrina.


Os resultados totais podem ser consultados em:





sábado, 3 de fevereiro de 2007

Interrupção Voluntária da Gravidez



Depois de bastantes dias sem escrever nada neste meu blog, devido a problemas pessoais que muito me desmotivaram, vou abordar um tema que está actualmente a ser debatido no meu país.

No próximo dia 11 de Fevereiro, os homens e mulheres residentes em Portugal vão ter o direito de exprimir em referendo a sua opinião sobre a IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) ou como se diz em linguagem corrente sobre o Aborto.

A Igreja Católica tem-se esforçado até ao limite do quase inimaginável para encontrar argumentos que justifiquem a manutenção da lei actual ou até mesmo a sua revogação. Por exemplo comparando a IVG a pena de morte ... mas que autoridade moral tem a hierarquia da Igreja Católica quando durante alguns séculos foi essa mesma hierarquia que condenou milhares e milhares de seres humanos às fogueiras da Inquisição? Ou então, comparam a IVG a terrorismo ... mas o que foi essa mesma Inquisição, senão terrorismo religioso, um pouco à semelhança do que acontece nos rempos actuais com alguns grupos religiosos extremistas, principalmente islâmicos, mas não só islâmicos?
A obrigação das mulheres terem filhos não desejados (principalmente quando solteiras) conduz muitas vezes à prostituição pela necessidade de conseguirem meios de sobrevivência. Também os proxenetas muitas vezes angariam as suas mulheres conquistando-as para depois as violarem e engravidarem para depois as obrigarem a prostituir-se exactamente para conseguirem os tais meios de sobrevivência que lhes permitam alimentar as crianças fruto dessas relações.
No plano religioso, e refiro-me estritamente ao plano religioso, considero os membros da hierarquia da Igreja Católica simultâneamente proxenetas e violadores. E porquê? Proxenetas porque estando pela mesma hierarquia impedidos de contrair matrimónio, dizem-se "casados com a Igreja" e vivem ou viviam nos tempos em que a hierarquia se estabeleceu a expensas dessa mesma "Igreja" que se encarregava de angariar património aliciando os crentes que muitas vezes eram forçados a contribuir ou então eram pura e simplesmente expropriados. Violadores, porque violam os princípios que foram enunciados por Jesus Cristo nos tempos em que teve vida terrena quando fizeram a guerra em nome desse mesmo Jesus Cristo nos tempos das cruzadas e da Inquisição.

Muito mais poderia discorrer sobre a hipocrisia da Igreja Católica, mas fico-me por aqui.
Quero porém deixar bem claro que não defendo o "sexo selvagem" sem qualquer precaução ou relacionamento afectivo. Simplesmente defendo que uma criança para ser feliz desde o momento da sua concepção deve ser desejada pelos 2 seres humanos que lhes dão origem.


Até breve de
Sempre Te Espero