domingo, 31 de dezembro de 2006

ETA volta a matar



Sábado, 30 de Dezembro de 2006. Parque de estacionamento do aeroporto de Barajas, Madrid. Um automóvel armadilhado com 200 Kg de explosivos (segundo cálculos da polícia) explode e espalha o sangue de vítimas incentes. Até quando? Até quando os políticos vão continuar a deixar-se ludibriar por um grupo de terroristas que decreta tréguas quando lhe convém, voltando a atacar fria e bárbaramente, quando os seus dirigentes assim o entendem. Já não é a primeira vez que o fazem. Reactivam as suas células jovens que se encarregam da violência urbana, ao mesmo tempo que ameaçam a população basca com o chamado "imposto revolucionário", mas os políticos de Madrid fingem que não vêem. Não sou basco, não sou espanhol, sou português, ibérico e europeu e não posso calar a revolta que sinto sempre que me chegam notícias de terrorismo. Seja em Espanha ou na Indonésia, Na Europa ou nas Américas, em África ou na Ásia.

Por agora, resta-me mostrar a minha solidariedade e juntar a minha voz a todos aqueles e aquelas que hoje se manifestaram por toda a Espanha revoltados com a barbaridade de um grupo de energúmenos que são a vergonha da sociedade basca e indignados com políticos que se deixam enganar uma, duas, três ... quantas vezes mais?



Apesar de tudo, por cortesia, desejo um ano de 2007 melhor para todos. Porque mesmo os terroristas podem ainda estar a tempo de mudar. Basta que o queiram.

Até breve de
Sempre Te Espero.


5 comentários:

Claudia disse...

Entao vá, vamos aos poucos.

Tirando toda a conotaçao satirica e todos os eufemismos, o que eu quero dizer é o mm do q tu escreves aqui. ou seja, o que se enquadra dentro do senso comum. por tal, peço desculpa por qq malentendido.
apenas n gosto de dramatismos.

NeW mArI disse...

Lo más lamentable de todo esto, es que mientras ETA se hacía fuerte los políticos de la oposición arremetían contra el gobierno criticando su actuación, en vez de intentar buscar una solución a un problema que ya ha hecho derramar demasiada sangre y lágrimas...
Un saludo.

Pryncesazul disse...

desgraciadamente asi es, triste..... :(

cuidate mucho

Anónimo disse...

Andas muito mal informado (provavelmente só assimilas o que a Manuela Moura Guedes te serve no "Jornal Nacional") sobre a questão basca. Já que és tão português, ibérico e europeu (não será muito para uma pessoa só?) que são então os bascos? Espanhóis de segunda categoria? Só és português/ibérico/europeu porque o Afonso Henriques matou/estropiou/massacrou castelhanos e mouros.

SempreTeEspero disse...

Por cortesia respondo ao anónimo que publicou o comentário anterior:
Se entendes que é muito para uma só pessoa ser português, ibérico e europeu, então acrescento ainda que sou habitante do planeta Terra, o qual é iluminado pelo Sol.
E tal como dizia Einstein "só uma raça - a raça humana". Já agora entre monarquia e república opto pela segunda. Erraste no noticiário televisivo da minha preferência. No que respeita ao País Basco digo-te que já por lá passei e parei por duas vezes numa viagem de camião (convidado por um amigo meu que na época fazia serviço internacional) e que é das regiões mais dinâmicas de toda a península ibérica. Lamentável é que aqueles que não podem passar sem a existência do terrorismo boicotem sucessivamente todas as iniciativas que pudessem levar á solução do conflito.