segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Quase um "apagão" europeu


No passado sábado, 4 de Novembro fui surpreendido por uma falha geral de energia na zona em que resido quando estava frente ao meu computador a navegar na Internet e mais surpreendido fiquei quando vi que ao redor de minha casa a escuridão era total num raio de pelo menos um quilómetro (a minha casa fica numa zona plana de baixa altitude), sendo as únicas excepções a área de serviço de Modivas na auto-estrada A28 e a fábrica da Lactogal também em Modivas, Vila do Conde.No dia seguinte, domingo soube através da imprensa que a falha havia sido motivada por problemas na Alemanha, sendo que hoje, segunda-feira apareceram mais pormenores como está escrito no artigo que transcrevo a seguir e que foi retirado do site do Diário de Notícias.

Falhas como esta põem em cima da mesa o problema das chamadas "novas energias". Sendo nós, Portugal dos países da Europa com mais horas de Sol por ano, porque não começamos a desenvolver a produção de energia eléctrica a partir de outras fontes, como a eólica e a solar há 10, 20 ou 30 anos atrás? Porque é que a Alemanha que tem muito menos horas de Sol por ano do que nós, é hoje, na Europa, o país mais desenvolvido no que concerne ao aproveitamento energético de fontes renováveis? Ainda na semana passada foi anunciado o início da construção de uma das maiores centrais de energia solar do mundo em Moura, no Alentejo, só que não foi dito que esse projecto foi inicialmente apresentado creio que em 2002 e que, se tivesse havido vontade política, essa central já estaria em pleno funcionamento desde 2004. Era na época Chefe do Governo em Portugal o actual Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Mas o actual, José Sócrates que foi Ministro do Ambiente no Governo de António Guterres, é o Primeiro-Ministro de um governo que impõe limites à quantidade de energia que pode ser obtida a partir das fontes naturais, como o vento e o Sol (a questão das licenças e respectivos custos e concursos públicos). Na minha opinião, o governo deveria, apenas e só, definir as regras e aprovar todos os projectos, grandes ou pequenos, que as respeitassem.

O artigo seguinte foi retirado do site do "Diário de Notícias" de hoje, 6 de Novembro de 2006: http://dn.sapo.pt



"Não estivemos longe de um apagão europeu"



Ângela Marques*
O súbito arrefecimento das temperaturas na Renânia do Norte-Vestefália, Alemanha, terá sido o principal responsável pelo corte no fornecimento de energia que afectou vários países da Europa Ocidental, incluindo Portugal, na noite de sábado para domingo. Não houve registos de incidentes, mas fonte da Électricité de France afirmou que "não se esteve longe de um apagão a nível europeu".

A insuficiente produção de energia para responder ao repentino aumento do consumo fez "sobreaquecer" a rede de distribuição na Alemanha, que foi obrigada a solicitar o fornecimento de electricidade a França, provocando uma série de disparos automáticos na rede europeia para evitar um apagão generalizado, explicou Rhein-Ruhs, o porta-voz da RWE, um dos grandes grupos privados alemães de fornecimento de energia.

A EDF foi então chamada a fornecer gigantescas quantidades de energia à Alemanha para restabelecer o fornecimento de electricidade, causando importantes cortes no País que se repercutiram na Bélgica, em Espanha e em Portugal.

Os problemas ocorridos em duas linhas de muito alta tensão na Alemanha (400 mil volts) estiveram assim na origem do corte de fornecimento de energia em Portugal, que nada teve a ver com a situação de mau tempo que se viveu no país, explicou à Lusa fonte da Rede Eléctrica Nacional (REN).

"Em Portugal, o corte ocorreu às 21.10 de Lisboa e às 21.25 o serviço foi reposto", explicou ao DN a porta-voz da EDP Distribuição. O corte no fornecimento de energia afectou em Lisboa as zonas de Chelas, Entrecampos e Olivais, bem como a Linha do Estoril, incluindo Carcavelos e Cascais, onde só depois das 22.00 regressou a luz.

O litoral centro do País também foi afectado, mas o fornecimento foi reposto às 21.30, enquanto no Grande Porto e no Minho a energia voltou às 21.50.

Só em França, o "apagão" afectou cerca de cinco milhões de habitantes, o que significa que perto de 10% da população sentiu as consequências da falta de energia. Segundo os media franceses, houve relatos de pessoas presas em elevadores e numerosos lares no Rhône, Loire, Ain e Saône-et-Loite estiveram às escuras. De acordo com os bombeiros, 14 departamentos da região de Lyon foram afectados. A circulação dos comboios de alta velocidade foi mesmo interrompida.

Na Alemanha, o corte afectou cinco regiões. Centenas de milhares de pessoas do Norte da Vestefália, Baviera e Baden-Würtemberg, bem como a zona norte de Sarre e Renânia-Palatinado.

A polícia e os bombeiros receberam milhares de chamadas, mas não foram detectados incidentes de ordem pública nem alterações no tráfego aéreo e nos hospitais. Mais de uma centena de serviços dos comboios regionais foram interrompidos durante uma hora. *Com agências

2 comentários:

Princess Crash disse...

Eu sou thankful a você ter acontecido através de minha página.
Não comprendi demasiada sua mensagem, mas satisfaz-me para ver que você gostou. Ou isso que eu crío pelo menos.
Em todo o caso, porque eu não compreendo o português bem, escolha-me quis deixar minha trilha no seu flog.
Cumprimentos

SempreTeEspero disse...

Thanks!
Yesterday i had a problem with my computer. So only today, in 9 November 2006 i can answer you.

Good luck!